Gotejar de Rimas
(...) Numa sombra do pé de
juazeiro
Ponho a enxada deitada e sento
nela
Como um preto feijão de uma panela
Nem lembro que vivo sem dinheiro
De uma pedra faço um travesseiro
Durmo um sono melhor que no
colchão
Me acordo com os uivos do cão
Vou na minha cabaça e mato a sede
Em dois gancho de pau armo a
minha rede
Não tem vida melhor que no
sertão.
Do livro poesia e prosa no semi-Arido
(Daniel Duarte)